Padre morto em Rondônia nos anos 80 é indicado a ‘padroeiro’ do Sínodo da Amazônia


Natural de Pádua, no norte da Itália, Ramin passou cinco anos como missionário no Brasil até sua morte

 Um grupo de 200 bispos brasileiros assinou um pedido ao papa Francisco para que o Sínodo da Amazônia tenha como seu padroeiro o padre Ezequiel Ramin, italiano morto no Brasil em 1985. Os bispos também pedem sua beatificação e que ele seja reconhecido pela Igreja Católica como mártir, informa o Vatican News – veículo oficial do Vaticano.

Natural de Pádua, no norte da Itália, Ramin passou cinco anos como missionário no Brasil até sua morte. Ele foi baleado aos 32 anos na região de divisa entre Rondolândia no Mato Grosso, e Cacoal, em Rondônia. O assassinato veio após uma crescente tensão entre indígenas e sem-terra, de um lado, e fazendeiros, de outro.

“Padre Ezequiel teve a intuição de propor que somente unidos, índios e camponeses sem terra seria possível melhorar a situação de todos. Colocou na cabeça dessas pessoas a necessidade da convivência na diversidade”, disse ao Vatican News o padre Arnaldo Baritussio, postulador da beatificação. Ele destacou “a sua capacidade de unir e de criar comunhão”.

Fonte: ESTADÃO


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